Na gigante de Cupertino, há um movimento que favorece a responsabilidade coletiva ao invés de individual. Assim como os tempos mudaram, a Apple mudou

Apple nasceu em um momento em que o individualismo estava em alta. Não é à toa que os produtos criados trouxeram o “I” (eu, em inglês) em seus nomes: iMaciPhoneiPod. Com ideias inovadoras e a necessidade de construir uma liderança, a empresa desenvolveu dispositivos que refletiam os valores liberais sociais, que colocavam a liberdade do indivíduo em primeiro lugar.

Assim como os tempos mudaram, a Apple mudou. Hoje, a companhia preza por valores compartilhados, responsabilidade corporativa e engajamento no trabalho. Buscando fazer a diferença, a gigante da tecnologia investe na sua transformação em torno desses valores.

A maioria dos consumidores modernos buscam valores compartilhados, apreciam a conexão humana e desejam fazer a coisa certa para o mundo. As pessoas estão realmente conectadas – e têm valores.

São esses os ideais que a Apple está construindo, coletivamente e de forma responsável. Ao contrário do anterior individualismo, a gigante de Cupertino têm buscado refletir uma forma de supra-individualismo, onde grupos de pessoas altamente independentes encontram maneiras construtivas de trabalhar juntos para o bem coletivo.

O movimento da Apple para refletir esses valores significa que ela não é mais focada no indivíduo, representando os esforços e aspirações compartilhadas de todas as pessoas. Dessa forma, não há “eu” na equipe.

Olhando por esse contexto, a recém-anunciada saída de Jony Ive da companhia depois de 30 anos parece algo inevitável, simples e intuitiva. A sua visão para a definição da palavra “I” (eu), naturalmente estabeleceu as bases para os produtos que refletem uma visão de mundo global baseada em “todos”. A idade da iApple acabou. Estamos entrando na era da Apple +.

Fonte: itmidia.com