Facebook promete não concentrar privilégios sobre moeda Libra

Em post, CEO da Calibra, David Marcus, afirma que Facebook será uma das 100 empresas que irão regular a rede

O CEO da Calibra, David Marcus, publicou na última semana um post no blogdo Facebook, onde esclarece algumas dúvidas que surgiram após o Facebook anunciar sua criptomoeda, Libra. Para o executivo “há dúvidas e alguns mal-entendidos”.

A primeira questão discutida por Marcus é em relação a abertura do blockchain onde ele explica que, diferente do Bitcoin, empresas podem se tornar membros da Associação Libra, no entanto, “não é tão aberto assim”, disse no texto.

“O Facebook não controlará a rede, a moeda ou a reserva que a apoia. O Facebook será apenas um entre mais de cem membros da Associação Libra pelo lançamento. Não teremos direitos ou privilégios especiais”, escreveu.

Com relação a descentralização, lembrou que a Libra fará uma transição gradual para um estado onde não haverá permissões. No entanto, para o executivo há somente 28 organizações bastante descentralizadas no mundo.

Para Marcus, o Facebook está realmente compromissado com a inclusão financeira e caso seja bem-sucedida, pode representar uma “mudança na vida de bilhões de pessoas que mais precisam”, disse.

“Com a Libra, qualquer pessoa com um smartphone de US$ 40 e conexão com a internet terá a capacidade de proteger com segurança seus ativos, acessar a economia mundial, realizar transações com um custo muito menor e, com o tempo, acessar toda uma gama de serviços financeiros”, escreveu.

A Libra vem sofrendo forte tentativa de censura do Congresso americano que pediu na semana passada a suspensão do projeto Libra afirmando querer investigar os possíveis riscos que a criptomoeda do Facebook pode trazer para o sistema financeiro global.

Na semana que vem (16/07), David Marcus vai participar de uma audiência com o presidente do Banco do Senado americano, Mike Crapo, onde vão discutir o caso.

“Estou ansioso para testemunhar no Congresso na frente do Comitê do Senado Bancário e Serviços Financeiros da Câmara nas próximas semanas”, destacou o executivo sobre a audiência agendada.

De acordo com Marcus, o setor financeiro é muito regulado e se o projeto da Libra não for feito corretamente pode resultar em riscos indesejados. Ele ainda garante que a Libra vai trabalhar para melhorar a detecção e fiscalização de atividades ilícitas e não as desenvolver.

“É por isso que acreditamos e estamos comprometidos com um processo colaborativo com reguladores, bancos centrais e legisladores para garantir que Libra ajude com os tipos de problemas que o sistema financeiro existente vem combatendo, especialmente em torno da lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e muito mais”, completou.

Fonte: itmidia.com