Facebook e Instagram começam a restringir certos tipos de conteúdos

Redes sociais querem limitar imagens com vape, cigarros eletrônicos e álcool.

Nesta quarta-feira (24), uma nova política do Facebook entra em vigor e proíbe práticas como venda, negociação, troca e presente envolvendo álcool e tabaco no Facebook e no Instagram, incluindo a febre do momento: cigarros eletrônicos.

O cigarro eletrônico, também chamado de vape, vaporizador, e-cigarro, e-cig ou e-cigarette, é um aparelho mecânico-eletrônico que simula um cigarro e o ato de fumar.

De acordo com a CNN, as empresas que postarem conteúdo relacionado a esses temas terão que restringir o alcance do conteúdo para pessoas com 18 anos ou mais.

A nova medida deve atingir grupos criados para vender bebidas alcoólicas e cigarros eletrônicos, que já estavam proibidos no Facebook Marketplace.

A nova política não se aplica a todos os posts de usuários comuns do Facebook e do Instagram. Postagens sobre bebidas alcoólicas e produtos de tabaco, que não estão diretamente tentando vendê-los, ainda são permitidas. Influenciadores, que são pagos para promover produtos, também podem continuar com suas publicações.

No entanto, uma porta-voz da rede social disse à CNN que a empresa está considerando possíveis mudanças em sua política de influenciadores e está trabalhando com a indústria e órgãos reguladores em possíveis revisões.

A empresa “usará uma combinação de tecnologia, revisão humana e relatórios de nossa comunidade para encontrar e remover qualquer conteúdo que viole essas políticas”, disse a porta-voz.

Cigarro eletrônico no Brasil

Nos Estados Unidos, audiências no Congresso tentam entender o papel da Juul Labs, a maior fabricante de vape do país, na “epidemia de nicotina juvenil”. A empresa pagou usuários populares do Instagram para promover seu aparelho e, no Brasil, apesar da proibição do vape e da falta de autorização para distribuir sua marca por aqui, a Juul já contratou uma empresa de relações públicas para cuidar da sua imagem por aqui.

No dia 08 de agosto, acontecerá a primeira audiência pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avaliar os dados científicos relacionados ao consumo dos cigarros eletrônicos. Este é o primeiro passo para que o órgão regulador decida se muda a atual regra que proíbe a comercialização do acessório desde 2009 e libera sua venda no Brasil.

Fonte: pcworld.com.br