Ferramenta estaria coletando dados dos usuários sem autorização

O FaceApp, um aplicativo gratuito que já havia ganhado fama em 2017, voltou a ficar em alta por ser capaz de modificar o rosto de seus usuários utilizando inteligência artificial – o filtro do momento tem transformado fotos atuais em versões idosas dos usuários. Mas logo com a fama do retorno do App, levantou-se uma polêmica questão sobre o uso de informações coletadas dos usuários e o que está escrito no Termo de Uso do aplicativo, que citamos a seguir:

Ao utilizar o nosso serviço, os nossos servidores vão registar certas informações automaticamente. Aqui temos o seu pedido da Web, endereço IP, tipo de navegador, páginas de referência e saída, bem como o URL, o número de cliques e a forma como interage com os links no serviço. Acompanhamos também os nomes de domínio, páginas de entrada, além das páginas visualizadas e outras informações. Também podemos reunir informação similar através de e-mails enviados para os utilizadores que assim nos ajudam a monitorar quais os e-mails que são abertos, além dos links em que o utilizador escolhe clicar. Informações presentes na sua política de privacidade, na ligação supracitada”.

O FaceApp foi denunciado nesta quinta-feira (18) por um senador americano que alegou que o app rouba os dados dos usuários. Ele não é o primeiro a levantar essa questão, mas especialistas dizem não haver indícios de fraude.

Chuck Schumer, chefe da bancada democrata no Senado americano, solicitou que o aplicativo seja investigado pelo FBI e pela Comissão Federal de Comércio (FTC). Para ele, o principal motivo pelo qual o app pode estar roubando dados é que seu desenvolvimento é feito na Rússia. “O FBI e a FTC devem olhar para os riscos de segurança e privacidade, porque milhões de americanos usaram o aplicativo e ele é de propriedade de uma empresa sediada na Rússia, além disso, os usuários são obrigados a fornecer acesso irrevogável às suas fotos e dados pessoais”, avisou Schumer em seu Twitter oficial.

Até então, os órgãos acionados não deram um retorno para o pedido do senador, mas o Comitê Nacional Democrata recomendou aos políticos que pretendem se candidatar para a próxima eleição que não usem aplicativo.

Ao portal 9to5Mac, os desenvolvedores disseram que nem mesmo usam o serviço de uma nuvem russa, mas sim da Amazon, empresa americana.

Fonte: pcworld.com.br