Drones, big data e IA são utilizados para reflorestamento em larga escala

Startups estão usando de dispositivos tecnológicos para plantar arvores mundo afora

Com os recentes incêndios à floresta Amazônica, aumento do nível do mar e aquecimento global, startups têm olhado para tecnologias emergentes para contribuir com um reflorestamento inteligente e automatizado.

O principal desafio dessas startups, entretanto, é criar modelos de negócio lucrativos, mas que consigam resolver os problemas ambientais do planeta Terra. Na lista abaixo, selecionamos três startups que têm conseguido exatamente isso.

C02 Revolution 

A CO2 Revolution é uma startup espanhola preocupada em recuperar e reduzir os danos causados pelo monóxido de carbono, investindo em processos de reflorestamentos inteligentes. Ela utiliza big data e drones para mapeamento, preparação e germinação de um solo que será reflorestado. As sementes usadas pela C02 Revolution são pré-germinadas e envolvidas em um revestimento biodegradável e nutritivo.

Juan Carlos Sesma, CEO da C02 Revolution, explica que o objetivo da empresa é entender melhor onde novas árvores devem ser plantadas, além de automatizar os processos de plantio delas. Sesma encontrou no big data e na robótica uma forma de reduzir os danos causados pelo C02. A empresa afirma que com sua tecnologia, a taxa é de 80% de germinações bem-sucedidas.

DroneSeed

Nos Estados Unidos, uma startup chamada DroneSeed adotou uma abordagem semelhante aos drones da C02 Revolution. A DroneSeed utiliza drones para mapeamento de áreas com câmeras e multiespectrais antes de soltar sementes e pulverizar ervas daninhas.

A startup com sede em Seattle tem como principal objetivo suprir as crescentes necessidades de reflorestamento de forma inteligente e eficiente, com o uso de drones, inteligência artificial e engenharia biológica.

Biocarbon Engineering

Já no Reino Unido, uma startup chamada Biocarbon Engineering também investe nesse ramo da tecnologia. A empresa realizou um teste no início deste ano, onde usou drones para ajudar a replantar árvores de mangue em Mianmar, país do continente asiático. A tecnologia também foi utilizada em outros países como Austrália, África do Sul e Marrocos.

A startup tem sede na cidade de Oxford, conhecida pela universidade mais antiga do mundo, tem como principal objetivo fornecer serviços de restauração de ecossistemas, com o uso de ferramentas de automação orientadas a dados.

Fonte: itmidia.com