Brasileiros lideram ranking mundial de hackers

Os hackers brasileiros são atualmente os que mais conseguem invadir sites, de acordo com um estudo feito pela empresa de segurança cibernética mi2g.

Segundo a empresa, brasileiros teriam superado, em número de “ataques” eficientes, grupos do Leste Europeu, que durante os anos 90 ocuparam a posição de liderança no rankingmundial de hackers.

O relatório da mi2g diz ainda que não há sinal de que os “piratas” brasileiros sejam movidos por motivações políticas.

O Brasil aparece em terceiro na lista da empresa de países com maior número de páginas eletrônicas invadidas em julho.

Ataques

De acordo com a empresa, a Itália foi o país que teve mais sites invadidos – registrando 514 ataques digitais -, ficando atrás apenas dos sites do domínio “ponto-com”, com 1,6 mil ataques.

A maioria dos ataques aos sites italianos teria partido de um grupo de três hackersidentificado como haxOrs.

Segundo a mi2g, embora o grupo visasse principalmente sites estrangeiros, uma parte significativa dos ataques foi direcionada para os domínios brasileiros – o que explicaria a posição do Brasil na lista de sites mais atacadas.

A empresa especializada em segurança on-line afirma ainda que o sucesso dos hackersbrasileiros se deve principalmente ao fato de eles terem conseguido acesso a um servidor alemão onde está hospedado um grande número de sites. A maioria das páginas atacadas pelo haxOrs estaria nesse servidor.

A mi2g destaca outros três grupos de hackersbrasileiros como os mais ativos em julho.

Copa

A empresa especula ainda que o aumento da atividade dos hackers brasileiros tenha uma ligação com a vitória do Brasil na Copa do Mundo.

“Pode ser mais do que uma coincidência que um mês depois de o Brasil ter vencido a Copa, os hackers brasileiros estivessem tão ativos”, disse o diretor da mi2G, DK Matai. “Eles podem ter pensado: ‘se nós ganhamos a Copa, também podemos fazer muita coisa’.”

Segundo Matai, o grande porte da indústria de software do Brasil e o fato de o país ter índices altos de criminalidade em geral também devem ser levados em conta.

Ele acredita que o crime comum é refletido no espaço cibernético.

Matai diz que a rígida legislação de segurança eletrônica nos Estados Unidos e na União Européia faz com que países fora desses domínios pareçam mais atraentes para os hackers.

Fonte: bbc.com