Biólogo afirma que bebês nascidos no espaço, podem não ser totalmente humanos

Questões relacionadas ao nascimento e ao ambiente seriam determinantes

Muito se pensa sobre o futuro da humanidade na Terra e se precisaremos – e conseguiremos – viver no espaço um dia. O universo é mesmo cercado de muitos mistérios e dúvidas, mas ninguém ainda havia pensado sobre como seria a evolução natural da raça humana fora de seu planeta de origem, até que o site Business Insider trouxe à tona o ponto de vista, um tanto quanto revelador, de Scott Solomon, um biólogo evolucionista

Caso um dia o ser humano passe a viver permanentemente em outro planeta ou satélite, consequentemente, mulheres passarão a dar à luz em ambientes gravitacionais diferentes e isso pode alterar algumas características biológicas dos novos bebês, tanto que “as pessoas que vivem no espaço poderiam evoluir para serem diferentes o suficiente das pessoas na Terra a ponto de as considerarmos de espécies diferentes”, como disse Solomon.

O que muda?

Segundo estudos, os ossos humanos perdem de 1% a 2% de sua densidade a cada mês que passam fora da superfície terrestre. Pensando nisso, se uma mulher grávida tivesse parto normal fora da Terra, seus ossos da pélvis se quebrariam facilmente no processo, portanto, a cesariana seria o único método possível de nascimento e isso influenciaria diretamente no tamanho da cabeça dos descendentes, já que elas não seriam limitas pelo canal de nascimento da mãe – tudo bem que a cesárea já é uma intervenção amplamente utilizada na medicina obstetrícia, mas se fosse regra, a longo prazo as cabeças cresceriam.

Outra mudança, de acordo com Solomon, surgiria na coloração da pele. Com a diminuição da proteção contra radiação espacial nociva, os humanos do espaço desenvolveriam novos pigmentos de pele – como a melanina, que nos protege contra os raios ultravioletas do Sol – para neutralizar os efeitos negativos do ambiente insalubre sobre o corpo. “Isso pode significar que as gerações futuras que vivem além da Terra evoluirão para ter cores de pele diferentes”.

Claro que essas mudanças não aconteceriam de uma hora para a outra, seriam necessárias muitas gerações de humanos espaciais até que os sinais de evolução da espécie começassem a aparecer.

Fonte: pcworld.com.br